Suicídio: de Durkheim a Shneidman, do determinismo social à dor psicológica individual

Fonte: Psiquiatria Clínica, 31, (3), pp.185-205, 2010.
 
POR
CARLOS BRAZ SARAIVA (1)

Resumo

Numa homenagem a Edwin Shneidman, recentemente falecido, o autor faz uma revisão de alguns dos aspectos mais importantes da suicidologia, desde a “visão macro por fora” de Durkheim, do final do Século XIX, até à “visão micro por dentro”, de Shneidman, do Século XXI. Nesta viagem percorre diversas correntes psicodinâmicas, cognitivas, sistémicas, neurobiológicas, da mente e do cérebro. Aborda especificidades do suicídio em Portugal, fala da Consulta de Prevenção do Suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra e da criação da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, em 2000, e ainda apresenta subsídios para um Plano de Prevenção do Suicídio em Portugal.

Uma vela pela Prevenção do Suicídio

Uma vela pela Prevenção do SuicídioA última sexta-feira, pelas 20.00h um pouco por todo o mundo foram acesas velas para recordar alguém morto por suicídio. Esta foi uma das actividades simbólicas do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio comemora-se anualmente a 10 de Setembro.

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Dia Mundial de Prevenção do Suicídio 2009

Hoje comemora -se o dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Iniciada em 2003, por iniciativa da Associação Internacional de Prevenção do Suicídio (IASP) e apoiada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) esta comemoração visa anualmente melhorar o esclarecimento acerca do suicídio através da disseminação de informação, diminuição do estigma e, sobretudo, difundir a ideia de que o suicídio é prevenível.
 
O tema de 2009 é a prevenção do suicídio em diferentes culturas.

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Leandro, o menino que não morreu em vão

Leandro Pires, o menino de 12 anos, da aldeia de Cedaínhos, Mirandela, teve uma “morte causada por afogamento no Rio Tua e segundo os resultados preliminares da autópsia não foram encontrados sinais de agressão”. É isso que vem nos jornais. Uma conclusão directa e fria sobre o corpo da criança. Talvez assim algumas consciências fiquem mais descansadas. Portanto, telegraficamente, um miúdo reguila atirou-se ao rio num gesto de desafio e morreu. Ponto. Mas será que se esperariam hematomas, fracturas ou feridas por arma branca? Quem fala, afinal, das outras agressões, aquelas que não se vislumbram na pele? As da alma...

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Suicídio e Saúde Mental em tempos de Crise Económica

Ao longo dos últimos meses têm sido noticiados diversos suicídios que a imprensa tem correlacionado com o momento de crise económica que estamos a viver.
 
Recentemente, em Portugal, o coordenador do Programa Nacional de Saúde Mental admitiu aos jornalistas que "as doenças mentais comuns estão e vão aumentar com esta crise devido a factores ligados à depressão e à ansiedade" (da imprensa; 16-02-2009).
 
Parece-nos, por isso,  importante e oportuno tecer algumas considerações acerca não só da saúde mental mas também sobre o suicídio em circunstâncias de crise, como a actual.

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